Sexta-feira, 25 de Março de 2011

A VIDA HERÓICA DO POVO DO ESTREITO

 

Aqui, o povo do Estreito personifica todos os povos destas inóspitas paragens desses tempos. Vida heróica, épica, a dessas gentes dos tempos antigos, hoje de todo inimagináveis.

A esta distância de tempo e com tanta imagem viva na retina e no fundo da memória, duvida o autor se haverá hoje alguém capaz de avaliar sombra que seja do épico esforço de corpos e almas nessa titânica luta para vencer tantas e tão grandes adversidades e asperezas dessa vida, tão distantes os lugares, tão maus os caminhos, tão duras as estações do ano, tão precárias as condições de vida e tão primitivas as fonnas a que hoje muito dificilmente se poderá chamar casa. Mas esta a realidade de que à distância de 70 anos temos na memória, fresca como de ontem.

É certo que se nascia nesse ambiente, é certo que desde criança a dureza incrustava-se nos corpos e nas almas fazendo inseparável unidade até à sepultura que seguia os mesmos percursos das distâncias em vida. Muito longe a consciência de outra fonna de vida a poder ser vivida. Animais e ervas resistem aos desertos, porque neles nasceram e a eles se foram adaptando. Entender adaptação ou identificação com o meio, é caminho quase andado para se entender o fenómeno na sua profundidade.

Este o Estreito onde se levanta a capela da Senhora do Testinho. Este o povo que a Ela tem prodigalizado as mais temas, simples e filiais manifestações de devoção e carinho, nestes 320 anos,tantos quantos os que vão de 1687 a 2007.

Pelo que historicamente deixamos em breves traços se fica a saber , a sua história de povo, tão simples quanto simples o próprio povo que a faz. Raras as pessoas que sabem o que é esta coisa de POVO, e por isso anda por aí tão mal contada a sua história pelos da J, «cidade» que nunca souberam o que era «Povo», daquele «Povo» que na rudeza das suas vidas guarda segredos ancestrais do que é a pureza do ser humano no seu mais recôndito ser. Não aquele povo enxurrado pela cidade.

 

 

Poucos perdidos no inóspito de terras bravias podem orgulhar-se, como este Povo do Estreito, de tão extraordinário facto histórico,  aqui deixado à leitura atenta, interessada para que conheça a verdadeira história e conhecendo-a venha também acolher-se sob o manto protector da Nossa Santa Mãe do Céu, porque Mãe de Jesus Salvador, aqui sob a invocação da Senhora do Testinho.

 

Texto de David Simões Rodrigues

 

 

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